Arquivo de março \12\UTC 2012

A Lógica do Teletransporte

Neste final de semana assiti ao filme John Carter: Entre dois mundos (John Carter of Mars) no original. Boa história sobre um soldado que é acidentalmente transportado para marte e lá conhece uma gata de uma princesa (a gata Lynn Collins) e a ajuda a enfrentar seus inimigos e a libertar marte da possível opressão. Ok, ok. Nós já vimos isso em muitos outras histórias, certo? Baseado no romance de Edgar Rice Burroughs, mais conhecido como o criador de Tarzan, este conto foi escrito no começo do século 20, quando as ideias de ciência se confundiam com a fantasia.

Mas uma coisa que me pegou mesmo durante o filme foi a explicação encontrada pelo autor para que John fosse “transportado” até Marte. No conto ele é, na verdade, “telegrafado”. É feita uma cópia eletrônica dele da Terra para Marte. Seu corpo continua, inerte, na Terra. Enquanto isso, sua cópia continua sua jornada com as memórias e personalidade de John. Como se fossem suas. Mas espera aí… Elas são dele. Tanto quanto do outro lá na Terra.

Isso é uma coisa que já foi discutida em Ficção Científica. A noção do que realmente seria um teletransporte. Seria até mesmo uma discussão ética se alguma coisa assim realmente existisse. Pensar que você será quebrado em bilhões de pequenos pedaços e remontado depois. O que poderia ser perdido nesse meio termo? Coisas da sua mente, do seu passado? Sua alma, caso você acredite nisso? Ou mesmo que acontecesse como o filme nos mostra e uma cópia sua fosse enviada ao seu destino, enquanto seu corpo ficaria inativo aqui.

Como seria? Nossos processos biológicos iriam continuar normais, mas nossas mentes estariam longe? Pelo jeito que o filme deixa a coisa, o John que ficou na Terra, estaria numa espécie de coma induzido. Ele ficaria aqui babando enquanto sua cópia, seu sonho vívido, percorreria os desertos de Marte com uma princesa-deusa-marciana que se apaixona por ele. E o cara ainda ganha uns super-poderes devido a sua estrutura molecular singular naquele planeta. É um tipo de sonho que todo mundo tem. E acho que o velho Ed Rice teve uns sonhos malucos e conseguiu escrever uma história de ação e aventura bem maneiras, embasadas na fantasia e no conhecimento científico que tínhamos no começo do século passado.

No final, a explicação para o transporte e para a conclusão da saga de John Carter aqui na Terra foi o que mais me agradou no filme. Eu não tinha lido a obra de Burroughs ainda. Nunca achei estes livros por estas bandas. Tão difícil de achar quanto era com os livros do Tolkien antes de virarem aquela magnífica referência de cinema nas mão de Peter Jackson. Andrew Stanton, que dirigiu e cuidou do roteiro, não é o Jackson. Eu sei. Mas um cara que fez algo tão bacana como Wall-e merece nosso respeito em fazer algo desse porte em live action depois de tanto mexer com animações.

Anúncios

, , , ,

Deixe um comentário

The Aveeeengers

The Aveeengers! Era assim que começava um jogo antigo de video-game que tinha dos vingadores. Naquela época reinava os side-scrooling beaters, gênero eternizado pelos saudosos Golden Axe, Final Fight e Streets Of Rage.Era simples e tinha apenas Capitão América, Homemde Ferro, Visão e Gavião Arqueiro.

E 3 destes personages citados estão no vindouro filme da Marvel Movies. Eles estão preparando o terreno desde o ótimo “Homem de Ferro” em 2008. De lá pra cá, tivemos mais um Homem de Ferro, Hulk, Capitão América e Thor.

Agora eles se juntam em uma nova franquia, Os Vingadores. Eu estou torcendo para que este filme saia com uma qualidade incrível. Quem assistiu os trailers divulgados nas últimas semanas – e é fã – está se remoendo para finalmente assistir ao filme.

Como eu falei quando comentei em Thor, a Marvel está fazendo seus filmes como fazem os quadrinhos. Apresentam as coisas, deixam você empolgado e pedindo mais. Mas nada é concluído e tudo fica para a próxima edição. Ou numa esdição especial. Agora os casos são com filmes. E assim foi em todos eles. Os vilões são contidos (e não aniquilados) e podem voltar com um plano para dominar ou destruir o mundo num piscar de olhos.

Mas nossos heróis estarão lá, para que possam defender a terra contra as maiores forças do mal. Vamos torcer para que este novo arco que a Marvel está criando seja tão incrível como até agora apresenta. Tem muito material antigo para ser utilizado. É possível sair algo de qualidade, não?

, ,

Deixe um comentário

Quando o pensamento desvanece

Outro dia eu postei um comentário no Facebook no link “No que você está pensando?”. Eu simplesmente não pensei e mandei ver no que eu realmente estava pensando. Saiu um texto até grande sobre as coisas que eu deveria fazer no dia seguinte e nas coisas que eu estou tentando e/ou pensando começar a fazer. É engraçado como veio tudo de uma vez. Apesar de que eu não cheguei a digitar tudo o que pensei, porque meus dedos são beeeemmmm mais lentos que a minha mente (ainda bem!).

Ter idéias a todo momento é comum. Acontece com todo mundo. E você sempre terá a sua idéia mais ducarvalho quando você estiver em um lugar onde não conseguirá fazer nada. Nem registrar num pedaço de papel de pão. Ou mesmo ocupadaço com alguma coisa urgente e o cérebro dá uma guinada e você, de repente, vê a luz.

Nesse momento bate um desespero em mim, porque eu sei que eu NUNCA mais vou conseguir respetir aquele pensamento e tudo aquilo que eu criei naquele momento singular será perdido para sempre. Talvez eu até chegue perto posteriormente, mas nunca será aquilo que foi criado.

Isso acontece comigo muito em relação as minhas músicas. Sempre que crio um riff legal ou pesadão, lá se vai tudo por água abaixo em instantes. Outro dia, estava na esteira da academia quando criei a melodia de uma letra que já escrevei há tempos e que até hoje não está pronta. Beleza, vamos manter a melodia na cabeça o tempo suficiente para lembrarmos de tudo. Daquele momento em diante, eu me concentrei naquilo, não olhei e nem conversei com ninguém. Mas a tentação sempre aparece e uma das instrutoras gatinhas da academia me fez uma pergunta e tudo foi pro espaço.

Acho que ainda lembro como deve ser cantada a música, mas a parte instrumental??? Um abraço.
O meu cérebro, e tenho certeza que o seu também é assim, fica pregando estas peças infinitamente em nossas vidas. Pelo menos, até o dia em que o perdemos para a insanidade ou para a morte. Este sim, são pontos sem retorno.

, ,

1 comentário