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I’m about to lose… my worried mind

Perdi o sono hoje mais uma vez. Não sei o que anda acontecendo comigo. Já faz algumas semanas que não durmo bem. Não é insônia, sabe. Durmo feito uma pedra nas primeiras horas. Mas quando está chegando a manhã, lá pelas 5 horas, começo de novo com o sonho.

A cada vez mais acredito que seja uma visão, não um sonho. Ou talvez uma experiência extra-corpórea. Já li sobre este assunto. Tenho um amigo que acredita que eu já tive uma coisa assim.

O tópico deste sonho é sempre o mesmo. A mulher da praia. Sinto que a conheço, mas não consigo vê-la no sonho. Sinto que a ela está esperando por mim, assim como eu a espero. Pode soar piegas, ridículo ou o que for. Mas eu acredito. Sei que ela tem um sorriso que me faz me sentir muito bem. Sei que ela tem um jeito de entender como sou complicado e consegue me ajudar a melhorar em muitos aspectos. O que eu não sei é como é o rosto dela e onde ela está.

O Sonho sempre começa em uma praia. Eu chego até a beira do mar e paro para descansar. É que tenho andado sozinho por muito, muito tempo. E por um longo, longo caminho. Olho para trás e o que vejo são apenas pegadas. Apenas o meu legado. Sei que é impossível seguir em frente neste ponto, afinal eu não consigo caminhar sobre as águas. Eu olho para a esquerda e não vejo sinal de nada. Eu olho para a direita e vejo uma silhueta distante. Vejo os passos deixados e vejo que eles começaram bem perto de mim, como se alguém estivesse ali. Eu começo, então, a correr em direção desta pessoa que está bem longe, que parece caminhar calmamente a beira-mar. Pouco depois, percebo que é uma mulher que está a minha frente. Eu grito para ela: “Ei. Por favor… Espere!”. Ela parece nunca ouvir. Me aproximo mais e vejo alguns traços físicos dela. Longos cabelos lisos soprados em direção ao continente pela brisa do mar, acompanhados da canga branca em volta de sua cintura. Seu biquini também é branco e ela está com um par de chinelos na mão. Eu corro cada vez mais, mas nunca chego perto o suficiente… e acordo.

É frustrante. Muito frustrante. Eu tenho este sonho, sempre do mesmo jeito, há um tempão. Talvez eu esteja enlouquecendo. Ou talvez seja uma imagem que estou na cabeça e não consigo tirar. Existe uma variante deste sonho, eu acho. Uma vez, eu estava na praia com esta mulher, tocando para ela uma música que fiz para ela. Me lembro da música e cheguei realmente a compô-la. Mas não vi o rosto dela nem assim. Porque este sonho tinha uma visão sobre mim. Eu estava me vendo sentado, com o violão nas mãos e ela de frente para mim. Então, no sonho, eu a via de costas. Mas eu sentia o calor do sorriso dela e o brilho que a visão dos olhos dela causava em mim. A euforia. A paixão.

Ai, ai. Eu sei…

É por isso que estou aqui, ouvindo “Since I’ve Been Loving You” do Led Zeppelin, enquanto escrevo sobre “estou prestes a perder minha mente”. As  vezes eu não sei o que pensar a respeito. As vezes, acho que isso é uma coisa de louco mesmo. Mas toda vez que acabo sonhando com isso, eu perco o sono e madrugo. Não me sinto cansado nem nada. O dia transcorre normal como qualquer outro. Talvez até com mais energia.

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Carmageddon voltou!

Imagino que muita gente não deva conhecer o jogo CARMAGEDDON. Ele foi lançado apenas para PC lá pelo ano de 1997 ou 1998. Lembro que consegui uma cópia do jogo com um amigo que tinha conseguido com outro. E era assim que se fazia na época. Copíavamos os jogos em disquete, compactando na mão com os velhos programas arj, e torcíamos para os disquetes não darem pau. Foi assim também que joguei muitos jogos. O recorde foi 28 disquetes para primeiro Need For Speed.

Mas estou aqui para falar de Carmageddon, o precursor de jogos “violentos, que tornam as pessoas violentas”. A idéia do jogo era que você era um motorista de um campeonato de corrida em que você podia ganhar das seguintes maneiras:

  • Completando as voltas (dã!)
  • Destruindo seus oponentes (99% das vezes)
  • Matando todos os infelizes pedestres que estavam na área.

Era isso mesmo! E apesar de toda a polemica envolvida, eu nunca atropelei ninguém e nem tentei fazer um bônus de estilo. Mas por que será que o famigerado jogo está de volta? A empresa que o criou conseguiu os direitos de volta e vai lançá-lo em Fevereiro de 2013.

Bom, não é? Mas eles precisam de ajuda. Através do Kickstarter, neste link a empresa pede ajuda para conseguir U$ 400.000,00 dólares para finalizar o jogo. Com a doação inicial de 15 obamas, você pode receber uma cópia do jogo pelo Steam, com direito a atualizações futuras. Os 15 obamas só serão cobrados se eles conseguirem chegar ou ultrapassar o valor estipulado. Em apenas 4 dias, até escrever este post, já conseguiram juntar pouco mais de U$ 200.000,00 obamas!

Eu fui um dos que colaboraram. Estou agora na onda do Steam também. É muito bom, repleto de jogos legais e de preços bem acessíveis. Para quem joga em PC ainda, é a melhor alternativa para quem quer adquirir jogos de modo legal. Voltando ao assunto, eu acho que conseguirão muito mais do que o valor pedido. Se você conheceu o jogo e se lembra, eles prometem um remake do original com os gráficos e a jogabilidade de hoje. Isso será épico!

Para quem não conhece o jogo, tem alguns vídeos no Youtube, como este aqui.

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A Lógica do Teletransporte

Neste final de semana assiti ao filme John Carter: Entre dois mundos (John Carter of Mars) no original. Boa história sobre um soldado que é acidentalmente transportado para marte e lá conhece uma gata de uma princesa (a gata Lynn Collins) e a ajuda a enfrentar seus inimigos e a libertar marte da possível opressão. Ok, ok. Nós já vimos isso em muitos outras histórias, certo? Baseado no romance de Edgar Rice Burroughs, mais conhecido como o criador de Tarzan, este conto foi escrito no começo do século 20, quando as ideias de ciência se confundiam com a fantasia.

Mas uma coisa que me pegou mesmo durante o filme foi a explicação encontrada pelo autor para que John fosse “transportado” até Marte. No conto ele é, na verdade, “telegrafado”. É feita uma cópia eletrônica dele da Terra para Marte. Seu corpo continua, inerte, na Terra. Enquanto isso, sua cópia continua sua jornada com as memórias e personalidade de John. Como se fossem suas. Mas espera aí… Elas são dele. Tanto quanto do outro lá na Terra.

Isso é uma coisa que já foi discutida em Ficção Científica. A noção do que realmente seria um teletransporte. Seria até mesmo uma discussão ética se alguma coisa assim realmente existisse. Pensar que você será quebrado em bilhões de pequenos pedaços e remontado depois. O que poderia ser perdido nesse meio termo? Coisas da sua mente, do seu passado? Sua alma, caso você acredite nisso? Ou mesmo que acontecesse como o filme nos mostra e uma cópia sua fosse enviada ao seu destino, enquanto seu corpo ficaria inativo aqui.

Como seria? Nossos processos biológicos iriam continuar normais, mas nossas mentes estariam longe? Pelo jeito que o filme deixa a coisa, o John que ficou na Terra, estaria numa espécie de coma induzido. Ele ficaria aqui babando enquanto sua cópia, seu sonho vívido, percorreria os desertos de Marte com uma princesa-deusa-marciana que se apaixona por ele. E o cara ainda ganha uns super-poderes devido a sua estrutura molecular singular naquele planeta. É um tipo de sonho que todo mundo tem. E acho que o velho Ed Rice teve uns sonhos malucos e conseguiu escrever uma história de ação e aventura bem maneiras, embasadas na fantasia e no conhecimento científico que tínhamos no começo do século passado.

No final, a explicação para o transporte e para a conclusão da saga de John Carter aqui na Terra foi o que mais me agradou no filme. Eu não tinha lido a obra de Burroughs ainda. Nunca achei estes livros por estas bandas. Tão difícil de achar quanto era com os livros do Tolkien antes de virarem aquela magnífica referência de cinema nas mão de Peter Jackson. Andrew Stanton, que dirigiu e cuidou do roteiro, não é o Jackson. Eu sei. Mas um cara que fez algo tão bacana como Wall-e merece nosso respeito em fazer algo desse porte em live action depois de tanto mexer com animações.

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O Livro do Fim do Mundo

Galera, vocês gostam de histórias? Gostam de contar histórias, talvez? Mesmo que com um pouquinho de exagero? Taí a oportunidade de você se consagrar pela web e pelo mundo. Foi lançado há algum tempo já o site do “Livro do Fim do Mundo”. A idéia é bastante simples. Você deve escrever uma história que conta o que você (você mesmo!!!) faria durante a hora final do fim do mundo.

É uma idéia muito legal. Te dá bastante liberdade para dar asas a sua imaginação e criar algo bem legal e criativo para ser publicado. Tudo bem, tem algumas regras básicas, mas acho que deve ser fácil de seguí-las:

  1. Não revele a causa do fim do mundo. Seu personagem pode saber (ou não), mas a causa não pode ser explicitada.
  2. O mundo acabará exatamente às 17:15 no dia 21/12/2012. O personagem saberá disso uma hora antes (16:15). O que ele fará com 1 hora?
  3. Escreva o texto em até 20 mil caracteres.

Bastante simples, não? Eu me inscrevi esta semana e vou tentar escrever alguma coisa. Se eu conseguir criar algo bem bacana, eu guardo por lá. Se não for aceito, eu vou postar aqui depois. Acho que deve ser legal poder fazer algo assim.

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É… Eu sei…

Já tem quase 2 semanas que eu não posto nada. Infelizmente, também não escrevi nada para colocar aqui agora. Estou apenas sentado aqui depois de ler alguns e-mails e ver que tenho tido alguns acessos aqui no blog. Por quem, é que eu não sei. As pessoas que lêem algumas das coisas absurdas que eu escrevo por aqui de vez em quando ainda não tiveram a coragem (ou maldade?) de comentarem, xingarem ou debocharem do assunto.

Aí não dá pra poder pegar apenas o que de melhor eu escrever para publicar.

Também, tem outra coisa. Eu estive muito ligado ao que estava fazendo no trabalho. Afinal, programar é o que paga as minhas contas. Mas eu vou tentar voltar a escrever coisas por aqui. Estou querendo escrever mais um post sobre filmes legais com histórias malucas. Sobre idéias absurdas como a do banheiro de nave espacial. Sobre coisas incríveis que tem acontecido no mundo e na ciência. Sobre música (e o festival Metal Open Air!). Sobre o meu projeto musical pra 2012, o Lybraryan. Sobre qualquer outra coisa que estiver pensando. Estava com uma idéia de planta de casa outro dia. Pena que eu não sei desenhar…

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Filmes malucos mas com histórias incriveis 2

Filme: O grande mentiroso

Original: The Invention of Lying

Outro filme com uma idéia simples mas de incrível apelo. Imagine se no mundo não houvesse mentiras. De nenhum tipo. Isso seria incrível, não? Poderíamos saber o tempo todo tudo aquilo que as pessoas pensam sobre si, sobre os outros, sobre eu e você. Sobre o mundo, como são os fatos da vida, sobre a política, sobre a sociedade, sobre sentimentos. Porém, isso não seria uma maravilha sempre.

Pense nas diversas ocasiões em que preciou contar uma mentirinha, mesmo que microscópica, para não magoar alguém ou deixar as coisas dentro da chamada “conduta social”. E o filme já começa com um tapa na nossa cara sobre como esses comportamentos (inadequados?) melhoram a vida em sociedade e a nossa própria vida. Afinal, nestes minutos iniciais, o protagonista – falido, gordo e sem nenhum aprumo social – está saindo com uma belíssima mulher e ela fala, abertamente, tudo o que pensou sobre ele até o momento.

Acabei me pegando em pensamentos sobre o quanto algumas pessoas já mentiram para mim (e eu para elas!) apenas em um simples encontro. Então, toda vez que ganhei uma desculpa ou desvios de olhares, imaginem o que não estavam pensando de mim naquele exato momento. Eu acho que se ouvisse palavras como aquelas eu me sentiria terrível como o personagem de Ricky Gervais.

E o filme, com o roteiro dele, continua jogando na cara o tempo a verdade onde encontramos mentiras. Relacionamentos, propagandas, atendimento e atenção às pessoas que precisam, brincadeiras, lei e ordem urbana. É muita informação para se pegar em uma única assistida ao filme. E ele continua a desfilar (e alfinetar!) outra vertentes. Entretenimento (que é o que Gervais faz) e religião são alguns dos pontos atacados fortemente no filme.

Afinal, o que é a atuação no final das contas? Trata-se de fingir (mentir) sobre ser uma outra pessoa que não você. É por isso que o cinema lá é apenas uma leitura feita por uma pessoa sentada em uma cadeira, como um avô ou avó lendo contos para seus netos dormirem. Se as pessoas não conseguirem mentir, também não conseguiriam agir como outras.

A religião, retratada no filme após uma explicação do protagonista a sua mãe moribunda que recebe do filho uma “mentira” de como seria a sua vida após a morte, foi bem explorada – apesar de pequena. Merecíamos mais um pouco de abrangência sobre o assunto. Creio que as pessoas que são religiosas tenham ficado ofendidas com o filme. Apesar de que, penso, que todos nós deveríamos ficar ofendidos. Talvez esta tenha sido a intenção dele.

Existem no filme momentos em que a mentira, aplicada pelo “inventor” da mesma traria um benefício rápido e satisfatório para ele. Vide o momento em que convence uma bela mulher de que o mundo acabaria se eles não transassem, no cassino e nos momentos em que ele “ajuda” outras pessoas mentindo. Claro que tem mais referências, mas ficamos com essas por hora.

O filme terminaria de maneira fantástica se ele levasse estas mentiras até sua última consequencia que culminaria no seu casamento com a protagonista feminina que joga tudo em sua cara logo no começo do filme. Por sobrepor o verdadeiro amor dele sobre sua capacidade, até o momento, de se aproveitar das mentiras que só ele é capaz de contar e entender para ficar com a moça, o filme acaba perdendo um pouco de sua força e de sua proposta inicial.

Mesmo assim, é um belo material para que possamos refletir um pouco sobre como agimos com a gente e com as pessoas. É um filme que gosto muito de ver e rever. E sempre acabo pegando  alguma coisa que ficou pelo caminho na última sessão.

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Alguns links

Vão aí alguns links de coisas engraçadas e bizarras pelo mundo…

Mulher que paga 17 mil ao namorado: Eu cobraria bem menos. Acho que até faria de graça!

Ah! O amor: Romantismo é tudo!

Coisas que as mulheres gostariam que soubéssemos: É muita coisa pra um homem poder se lembrar!

Garagens like a boss!: E aquela do filme do Ferris Bueller? Aquela era dahora!

Explicações de ditados populares: É cultura! Aprender um pouco faz bem…

Ideia de romance: Ah… mulheres!

Heineken: Propaganda de cerveja, quase sem a cerveja e com lição de moral!

10 lugares assustadores: Por que a “FriendZone” não está aqui???? Nada mais assustador para um cara…

Vou dar uma cagada ali: Essa eu ri muito! Vi no Kibeloco.

Super Mario – Vida Real: Bem feito!

 

Até

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