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A Lógica do Teletransporte

Neste final de semana assiti ao filme John Carter: Entre dois mundos (John Carter of Mars) no original. Boa história sobre um soldado que é acidentalmente transportado para marte e lá conhece uma gata de uma princesa (a gata Lynn Collins) e a ajuda a enfrentar seus inimigos e a libertar marte da possível opressão. Ok, ok. Nós já vimos isso em muitos outras histórias, certo? Baseado no romance de Edgar Rice Burroughs, mais conhecido como o criador de Tarzan, este conto foi escrito no começo do século 20, quando as ideias de ciência se confundiam com a fantasia.

Mas uma coisa que me pegou mesmo durante o filme foi a explicação encontrada pelo autor para que John fosse “transportado” até Marte. No conto ele é, na verdade, “telegrafado”. É feita uma cópia eletrônica dele da Terra para Marte. Seu corpo continua, inerte, na Terra. Enquanto isso, sua cópia continua sua jornada com as memórias e personalidade de John. Como se fossem suas. Mas espera aí… Elas são dele. Tanto quanto do outro lá na Terra.

Isso é uma coisa que já foi discutida em Ficção Científica. A noção do que realmente seria um teletransporte. Seria até mesmo uma discussão ética se alguma coisa assim realmente existisse. Pensar que você será quebrado em bilhões de pequenos pedaços e remontado depois. O que poderia ser perdido nesse meio termo? Coisas da sua mente, do seu passado? Sua alma, caso você acredite nisso? Ou mesmo que acontecesse como o filme nos mostra e uma cópia sua fosse enviada ao seu destino, enquanto seu corpo ficaria inativo aqui.

Como seria? Nossos processos biológicos iriam continuar normais, mas nossas mentes estariam longe? Pelo jeito que o filme deixa a coisa, o John que ficou na Terra, estaria numa espécie de coma induzido. Ele ficaria aqui babando enquanto sua cópia, seu sonho vívido, percorreria os desertos de Marte com uma princesa-deusa-marciana que se apaixona por ele. E o cara ainda ganha uns super-poderes devido a sua estrutura molecular singular naquele planeta. É um tipo de sonho que todo mundo tem. E acho que o velho Ed Rice teve uns sonhos malucos e conseguiu escrever uma história de ação e aventura bem maneiras, embasadas na fantasia e no conhecimento científico que tínhamos no começo do século passado.

No final, a explicação para o transporte e para a conclusão da saga de John Carter aqui na Terra foi o que mais me agradou no filme. Eu não tinha lido a obra de Burroughs ainda. Nunca achei estes livros por estas bandas. Tão difícil de achar quanto era com os livros do Tolkien antes de virarem aquela magnífica referência de cinema nas mão de Peter Jackson. Andrew Stanton, que dirigiu e cuidou do roteiro, não é o Jackson. Eu sei. Mas um cara que fez algo tão bacana como Wall-e merece nosso respeito em fazer algo desse porte em live action depois de tanto mexer com animações.

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E o Oscar vai para…

O Oscar é a festa suprema do cinema. E não foi nada in esperado que um filme como “O Artista” que faz uma clara homenagem ao cinema fosse premiado. O filme é aquilo que o cinema um dia já foi. Mudo, preto-e-branco e totalmente focado em um drama, método ou tema capaz de tocar as pessoas. Nada de explosões, correria e barulhos por todos os lados a cada 2,5 segundos.

Mas o que eu estava notando enquanto assistia a premiação ontem é como são organizadas as pessoas que estão lá para assistir/serem premiadas. Os candidatos (atores e atrizes primeiro) seguidos dos coadjuvantes, diretores, montadores, sonoplastas, efeitos visuais e tudo o mais.

Mas o mais engraçado é… Quem está lá no final do público? Quem está lá no final daquela fila imensa de cadeiras no Kodak Theater? Devem ser os bons e velhos figurantes de cena. Fico imaginando se as pessoas que são figurantes em Hollywood há dezenas de anos são também convidadas para o espetáculo. Afinal, eles também ajudam a construir a história que é contada no filme. São eles que morrem, apanham, correm e dão suporte para cenas toscas e comuns. Por que não permitir que eles também participem, não é?

Como esse cara aqui do lado. O nome dele é Al Leong. TODO filme que tem alguém de etnia asiática, pode procurar que ele estará lá. Já vi ele em dezenas de filmes, geralmente como vilão. Mas esse é apenas um das centenas de pessoas que foram figurantes ao longo dos anos. Minha primeira lembrança dele é de “Aventureiros do Bairro Proibido”, como membro da gangue chinesa do Lopan.

Acho que deveria ter uma homenagem para essas pessoas. Os figurantes estão aí a mais tempo que muita gente famosa hoje. Talvez por não serem bons ou bonitos em excesso – não é? – estes figurantes ficam relegados para sempre como… figurantes. Mas sem figurantes, como seriam os filmes? Como realizar épicos que tem exércitos por todo o lado ou mesmo uma multidão correndo insandecida por alguma razão? Ou a falta dela?

Pra mim, o Oscar deveria ir para eles… Pelo menos uma vez!

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A pior cena de ação do mundo

Essa é realmente uma cena lamentável. Eu poderia até mesmo não ligar para os toscos (d)efeitos especiais, principalmente quando o sujeito tem o braço cortado.

Mas infelizmente, as atuações são engraçadas de tão ruins. Se você não rir da parte em que o cara perde o braço, você pode ter sérios problemas. É de lascar.

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Se cuida Hollywood

Com essa nova mania de Hollywood de refilmagens e filmes paias rolando as vezes, tá ficando cada vez mais difícil assistir a um filme de ação foda.

Mas acalmem-se, ó fãs das explosões, tiroteios, perseguições e afins. O cinema de Bollywood está fazendo sequencias de ação cada vez mais realistas e incríveis, como esta:

Depois de assistir isso, tente responder alguma dessas perguntas:

  1. Como o cara de patins conseguiu fazer aquele espacate incrível? Nem o JVCD conseguiu fazer desse jeito em Bloodsport.
  2. Como fazer para ficar foda a ponto de, depois de um perfeito espacate, fazer os veículos se explodirem explodindo os carros a frente após sair chiando e (fantasticamente!) explodir 4 veículos parados bem atrás do cara de patins?
  3. Como desenvolver reflexos tão incríveis e precisos quando carros em chamas simplesmente caem em cima de você (Sendo necessário realizar um novo espacate)?
  4. Como saltar ridiculamente sobre um pedaço de madeira e cair em frente ao carro?
  5. E pra finalizar, como explodir um carro apenas saltando dele de maneira inexplicável?

Eu sei que todo mundo queria ser foda assim. Mas este cara ainda está em treinamento. O mestre mesmo é esse cara aqui:

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Marvel e o cinema

Ok, eu assisti ao filme do Capitão América hoje. O filme é bem legal mesmo. Acabei gostando mais do que o de Thor. Mas uma coisa que a Marvel está fazendo é criar os seus filmes como já cria há décadas as suas revistas. Como assim?

Veja bem. Desde o filme de Homem de Ferro 2, a Marvel vem criando seus filmes como pequenas aventuras iguais aos quadrinhos. Imagine cada filme como um gibi que você comprava na banca. Então já temos, só dos Estúdios Marvel – por não podermos considerar os outros filmes dos heróis como parte do Universo Marvel cinema – 3 filmes/gibis. Já saíram duas edições de Homem de Ferro, uma do Thor, uma do Hulk e agora uma do Capitão América.

Isso quer dizer que nunca teremos uma história fechada e que tenha um final completo. O “vilão” nunca irá morrer, porque ele pode aparecer de novo com um novo plano mirabolante para destruir seu inimigo e tentar dominar o mundo. Com isso criamos, então, franquias (mais hqs!). Olha que coisa maravilhosa para um fã da Casa das Ideias…

O problema é que o cinema pode tornar a coisa bem chata e fadada ao fracasso ou descaso do público. E aí, nem os fãs de quadrinhos que estão se deliciando com toda esta onda de filmes vai conseguir segurar as pontas. E o “filme de herois” entrará no limbo novamente. Para que isso não aconteça nos próximos anos, a Marvel tem que fazer do filme da super equipe dos Vingadores valer a pena. Não algo digno de uma hq, mas digno também de cinema. Isso é bem possível. Veja os maiores exemplos. Superman, o filme, TDK e o primeiro Homem de Ferro.

Se a Marvel conseguir encaixar um “gancho” aí e mostrar, finalmente, aquilo que vem promentendo a 3 filmes vai ser algo fantástico.

Não que os filmes sejam ruins. É que eles soaram como introdução. Imaginem se fosse feito um Star Wars para tentar mostrar a fundo Luke, Han Solo e Leia. Logo depois sairia um quarto filme que os juntariam na trindade que tanto amamos. É o que a Marvel tem me mostrado afinal com estes 3 filmes.

Não deixe a peteca cair Marvel. Sou um fã que admirei os filmes ao meu modo. Mas até quando as hqs acabam cansando a gente, os filmes também podem.

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Harry Potter… e o fim!

E foi o fim de Harry Potter, uma das sagas literárias e cinematográficas mais rentáveis e divertidas da história. Sério mesmo. Não estou recebendo jabá nenhum pra falar isso, já que não conheço as pessoas que pagam o jabá pra alguém. Muito menos quem os recebe.

Mas chegou ao fim em um muito bem feito último filme. É a despedida final para muitos que já tinham começado a dizer adeus desde o lançamento de “Relíquias da Morte“. E acabei de ser mais a pegar o trem de volta de Hogwarts até a plataforma 9 3/4 de volta ao nosso mundo normal. Até que é uma pena. Com muitos pontos positivos durante toda a saga – e uma história bem amarradinha (calma radicais) – a longeva série que criou o hábito de leitura em muitos e reforçou o de outros tantos, vendo todos crescerem cativou também adultos e quaisquer outros que adoram a literatura de fantasia.

Acabei por assistir a versão em “3D”, porque esta era a única legendada que passava no cinema em que fui (num total de 4 salas só com HP). Sacanagem isso. Perguntei na bilheteria o porquê e a resposta fora: “as pessoas não gostam de ler as legendas porque não dá pra se concentrar no filme.” AHHHH! Dá vontade de gritar mesmo. Pô! Como é? Então quer dizer que ninguém jamais entendeu o que se passava em um filme que fosse legendado? Sei…

Voltando ao filme (e ao seu 3D…) se não fosse pela legenda eu teria visto a versão normal mesmo. Tinha lido que o filme sofrera a famosa “conversão” para o formato. E parece que gastaram todo o orçamento disso na cena em que Voldemort se torna muitos pedaços de alguma coisa que sai voando pela tela. Esta foi, durante todo o filme, a única cena de 3D maneira. Sério. No máximo, fica positivo na conta os grande efeitos visuais já característicos da série, atuações mais que competentes do grande elenco que permaneceu na série firme e forte apesar do seu (pouco até) aproveitamento em tela.

E após a cena de despedida do papai Harry Potter a seu filho Alvos Severo Potter (que eu tinha na mente e ficou igualzinha!) o cara da sala de projeção parece ter gritado “Lumus”. Mas mesmo assim, com sua boa dose regular e bom aproveitamento das histórias de Rowling, fica a imagem da série que vai deixar saudades.

E concordando com o que dizia minha prima Samantha desde o “Cálice de Fogo“, o Snape é MESMO o melhor personagem da série. E após todos os filmes fica implícito a competência do trabalho de Alan Rickman com este personagem. Dizem que alguns atores nasceram para um certo papel. Schwarzenegger tem o Terminator, Brando tem Corleone. E parece que Snape era o personagem que Rickman estava esperando. Trabalho soberbo.

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X-Men: First Class

Hoje li um monte de críticas sobre o novo filme da franquia dos X-Men, dirigido pelo Matthew Vaughn. E pelos trailers que eu assisti, não esperava nunca que o filme tivesse uma crítica tão positiva.

Não que a franquia X-Men tenha ido mal. O primeiro nos apresenta os mutantes mais queridos, mesmo os fãs mais afoitos torcerem pela equipe original. O filme 2 é muito bom! O 3 dá uma caída na qualidade mas, ainda assim, é acima da média! Não que não acreditasse no diretor Matthew Vaughn. Ele fez 2 filmes que gostei muito. Os ótimos Stardust e Kick-Ass.

E Bryan Singer estava no barco também e foi ele que nos mostrou os mutantes pela primeira vez nas telonas. E tá todo mundo falando horrores de coisas boas sobre o filme. Seja nos roteiros, atuações ou na parte técnica o filme se mostra coeso e muito bem amarrado aquilo que se propõe.

Lógico que isso tudo que falei é só baseado nas minhas leituras nos previews e comentários de diversos críticos. E tem gente de grande calibre no meio que deu sua excelência ao filme. O que me deixou com uma vontade imensa de assistí-lo. Ah, sim… Com toda a certeza.

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